Em 2024, foram abertas mais de 4,1 milhões de novas empresas no Brasil, reforçando o crescimento contínuo do empreendedorismo que move a economia do país.
Se você também está determinado a fazer parte desse impulso e quer descobrir como abrir uma empresa, veio ao lugar certo.
Neste guia, você terá um passo a passo completo sobre tudo o que precisa saber para vencer a burocracia inicial, gerenciar custos realistas e cumprir todas as obrigações legais.
Como abrir uma empresa em 8 passos
A seguir, você confere as etapas cruciais para iniciar um negócio do zero:
1. Planejamento inicial do negócio
Pular o planejamento inicial é um dos erros mais prejudiciais ao abrir uma empresa.
Sem uma base clara, você aumenta os riscos financeiros e as incertezas sobre suas chances reais de sucesso.
Por outro lado, um plano de negócios bem estruturado valida sua ideia, ajuda a definir caminhos concretos e reduz riscos desde o princípio.
Na prática, criar esse documento impulsiona suas chances de sucesso, deixa evidente onde investir esforço e dinheiro e facilita negociações com bancos, investidores ou potenciais sócios.
- Descrição do seu produto ou serviço: detalhe os produtos ou serviços que sua empresa oferecerá, destacando seus diferenciais.
- Análise de mercado e concorrência: descreva seu mercado-alvo, tendências da indústria e perfil dos concorrentes.
- Estratégia de marketing e vendas: explique como você planeja atrair e reter clientes, incluindo estratégias de precificação, promoção e distribuição.
- Projeções financeiras: Apresente projeções financeiras, incluindo demonstrativo de resultados, fluxo de caixa e balanço patrimonial para os próximos 3-5 anos.
Dicas para elaborar um plano de negócios
Um bom planejamento aumenta significativamente suas chances de sucesso não só na hora de abrir uma empresa, mas também a longo prazo.
Se você está começando do zero, confira essas dicas para elaborar o seu da maneira correta:
- Seja realista: baseie suas projeções em dados e pesquisas confiáveis.
- Seja conciso: mantenha o plano focado e evite informações desnecessárias.
- Seja profissional: use uma linguagem clara e profissional, e certifique-se de que o documento esteja bem formatado e livre de erros.
- Revise e atualize: trate o plano de negócios como um documento vivo, revisando-o regularmente à medida que seu negócio evolui.
Se você está começando, confira nossas dicas sobre como empreender do zero.
2. Escolha do tipo de empresa
Determinar corretamente qual tipo de empresa influencia diretamente na sua responsabilidade perante dívidas, tributação, necessidade de capital inicial e complexidade operacional.
Uma decisão inadequada pode gerar despesas inesperadas, complicações legais e até limitar suas possibilidades de crescimento futuro.
No Brasil, os tipos de empresa mais frequentes são MEI (Microempreendedor Individual), ME (Microempresa) e EPP (Empresa de Pequeno Porte).
Para garantir uma escolha mais adequada, analise fatores importantes do seu negócio:
- Você empreenderá sozinho ou com sócios?
- Qual é sua previsão anual realista de faturamento?
- A atividade escolhida se encaixa nas limitações legais dos tipos mencionados?
- É importante para você separar seu patrimônio pessoal do patrimônio da empresa?
- Possui capital disponível para o investimento inicial exigido por cada modalidade?
Nesta etapa, consultar um profissional de contabilidade pode te ajudar a abrir uma empresa do zero sem muitas dificuldades.
Isso porque ele conseguirá avaliar seus objetivos detalhadamente e indicar o tipo jurídico mais apropriado para seu cenário específico.
No entanto, para quem ainda não tem essa possibilidade, saiba que também é possível começar sozinho, basta entender cada uma das modalidades e qual é a ideal para você:

Artigos relacionados:
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- Tipos de empresas: Descubra qual é o melhor para o seu negócio
- Calendário fiscal MEI 2025: datas e prazos importantes
MEI (Microempreendedor Individual)
O MEI é a forma mais rápida e simplificada de formalizar um pequeno negócio individual no Brasil.
Ele é ideal para profissionais autônomos, trabalhando sozinhos ou com apenas um ajudante, realizando atividades específicas autorizadas por lei e com faturamento restrito.
Para se enquadrar como MEI, o empreendedor deve ter faturamento anual de até R$ 81.000,00 e não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa.
O MEI pode contratar até um funcionário que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
A abertura do MEI é feita diretamente e sem custos adicionais através do Portal do Empreendedor, fornecendo informações pessoais e sobre a atividade a ser exercida.
Principais vantagens de optar pelo MEI:
- Custo mensal fixo e acessível (DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional), incluindo INSS, ICMS e/ou ISS.
- Emissão rápida e online de CNPJ.
- Direito a emitir notas fiscais.
- Benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.
- Processo gratuito e totalmente digital no
Microempresa (ME)
A ME ou Microempresa é ideal para negócios que já superaram a fase inicial ou que pretendem operar com uma estrutura um pouco maior que a do MEI.
Ela permite uma maior variedade de atividades econômicas, inclusive as não permitidas ao MEI, como atividades intelectuais, consultorias e desenvolvimento de software.
Esse tipo de empresa é uma excelente opção para quem deseja separar o patrimônio pessoal do empresarial e contar com uma opção mais completa, mesmo que o negócio ainda esteja nos estágios iniciais.
Para abrir uma ME, é preciso ter um faturamento anual de até R$ 360.000,00.
Veja as vantagens desse modelo:
- Permissão para contratar mais de um funcionário.
- Possibilidade de escolher entre os regimes tributários Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
- Pode optar pelo Simples Nacional, regime que unifica até 8 tributos em uma única guia mensal (DAS).
- Abertura possível com um ou mais sócios.
- Menos limitações em relação às atividades permitidas.
- Autorização para participar de licitações públicas.
Se você está com um plano mais estruturado e deseja atuar em setores não aceitos no MEI, a ME pode ser o enquadramento ideal para começar com mais segurança e profissionalismo.
Empresa de Pequeno Porte (EPP)
A EPP é a evolução natural da ME para negócios em crescimento.
É voltada para empresas que já faturam mais alto e precisam de uma estrutura mais robusta para continuar expandindo.
O faturamento anual deve se enquadrar entre R$ 360.000,01 e R$ 4.800.000,00 e, assim como a ME, a EPP também pode optar pelo Simples Nacional — desde que exerça atividades permitidas por esse regime.
Isso significa menos burocracia na hora de pagar impostos e mais controle sobre as finanças da empresa.
Vantagens da EPP:
- Maior capacidade de investimento e contratação.
- Mais possibilidades de expansão sem mudar a natureza jurídica.
- Acesso a incentivos fiscais e programas públicos voltados para pequenas empresas.
- Facilidade para firmar parcerias com grandes empresas e órgãos públicos.
3. Escolha das atividades para exercer (CNAEs)
A Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é um código numérico obrigatório que identifica especificamente quais atividades econômicas sua empresa realizará.
Ao abrir uma empresa, é importante escolher corretamente os CNAEs, para evitar erros ao abrir empresa, pois ele influencia diretamente:
- O regime tributário permitido para sua atividade (como a elegibilidade ao Simples Nacional).
- Quais licenças, alvarás e autorizações serão exigidos por órgãos fiscalizadores.
- O enquadramento sindical e as obrigações trabalhistas decorrentes.
Escolher o CNAE errado pode gerar multas, pagamentos indevidos de impostos e até conflitos com fiscalizações futuras.
Para escolher a classificação adequada para a sua empresa, primeiro identifique todas as atividades econômicas que ela irá desempenhar, dando prioridade à atividade principal.
Em seguida, consulte a tabela oficial de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) disponibilizada pelo IBGE, procurando os códigos que melhor descrevem essas atividades.
Se houver dúvidas, é aconselhável buscar a orientação de um contador ou profissional especializado para assegurar uma classificação precisa.
- Pesquise cuidadosamente os códigos CNAE que melhor descrevem as atividades da sua empresa.
- Você pode selecionar um CNAE principal e vários secundários.
4. Defina o formato jurídico da empresa
Além do porte da sua empresa, é importante definir a natureza jurídica dela, isto é, definição correta de sócios, papéis exercidos e investimento inicial:
Empresário Individual (EI)
O Empresário Individual é uma modalidade de negócio adequada para empreendimentos de pequeno porte geridos por uma única pessoa.
Nesse tipo de estrutura empresarial, não existe separação entre o patrimônio pessoal do proprietário e o da empresa, resultando em uma responsabilidade ilimitada do empresário.
Isso significa que, em caso de dívidas ou obrigações contraídas pela empresa, o patrimônio pessoal do proprietário pode ser utilizado para quitá-las, uma vez que não há distinção legal entre a pessoa física do empresário e a pessoa jurídica do negócio.
Sociedade Limitada (LTDA)
A Sociedade Limitada (LTDA) é uma forma de organização empresarial que se caracteriza por ser formada por dois ou mais sócios.
Neste tipo de sociedade, a responsabilidade dos sócios é limitada ao capital social da empresa, o que significa que o patrimônio pessoal dos sócios não é afetado em caso de dívidas ou obrigações da empresa, exceto em situações específicas previstas em lei.
Além disso, a LTDA oferece maior flexibilidade em termos de estrutura e gestão quando comparada a outros tipos de sociedades.
Isso permite que os sócios adaptem a administração da empresa de acordo com suas necessidades e preferências, desde que respeitando as disposições legais e contratuais.
Leia mais sobre: O que significa Ltda.? Saiba tudo sobre Sociedade Limitada
Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)
A Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) é uma alternativa vantajosa para quem deseja abrir uma empresa individual com proteção patrimonial.
Ao contrário do Empresário Individual, a SLU garante a separação entre os bens da pessoa física e os da empresa, o que significa que, em caso de dívidas, o patrimônio pessoal do empreendedor não pode ser utilizado para quitar obrigações da empresa — salvo exceções previstas em lei.
Outro ponto positivo é que não há exigência de capital social mínimo para a sua constituição.
A SLU também permite a atuação de profissionais que exercem atividades regulamentadas, como advogados, arquitetos e engenheiros.
Essa modalidade une a simplicidade de uma EI com a segurança jurídica de uma sociedade limitada, tornando-se uma das opções mais procuradas por empreendedores que desejam atuar sozinhos.
Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)
A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) é uma modalidade empresarial que oferece a possibilidade de constituição de uma empresa com apenas um titular.
No entanto, é importante ressaltar que a EIRELI exige um capital social mínimo equivalente a 100 vezes o valor do salário mínimo vigente para sua constituição.
Essa exigência visa garantir uma base financeira sólida para o início das atividades empresariais e demonstrar a capacidade econômica do empreendedor.
Consulte um profissional
É altamente recomendável consultar um advogado especializado em direito empresarial ou um contador para ajudar na escolha da estrutura legal mais adequada para o seu negócio.
Esses profissionais podem fornecer orientações personalizadas com base nas especificidades do seu empreendimento e nas leis locais.
Cada tipo de empresa tem suas particularidades em termos de faturamento, tributação e responsabilidades.
5. Definição do regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real)
Depois de definir o porte e o formato jurídico da sua empresa, é hora de escolher o regime tributário — ou seja, como você vai pagar os impostos.
Essa decisão impacta diretamente o valor da carga tributária, a frequência de declarações e o nível de burocracia envolvido na gestão fiscal do negócio.
A escolha do regime ideal depende de fatores como o faturamento estimado, a atividade exercida e os custos operacionais.
Por isso, o acompanhamento de um contador é essencial para evitar pagar mais impostos do que o necessário.
Conheça os principais regimes:

Simples Nacional
O Simples Nacional é um regime simplificado voltado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Ele unifica até 8 tributos (federais, estaduais e municipais) em uma única guia mensal, chamada DAS, facilitando a gestão contábil e reduzindo a burocracia.
A alíquota varia conforme a atividade exercida e o faturamento acumulado, seguindo tabelas específicas. É geralmente o regime mais vantajoso para quem está começando.
Vantagens:
- Menor carga tributária para muitos segmentos
- Pagamento unificado de impostos
- Burocracia reduzida
Lucro Presumido
No Lucro Presumido, os impostos são calculados com base em uma margem de lucro "presumida" pela Receita Federal, que varia conforme a atividade da empresa. É uma opção comum para negócios com faturamento anual de até R$ 78 milhões.
Neste regime, os tributos como IRPJ e CSLL são calculados sobre um percentual fixo do faturamento, enquanto outros como PIS, Cofins, ISS e ICMS são apurados separadamente.
Vantagens:
- Mais simples que o Lucro Real
- Pode ser vantajoso para empresas com margens de lucro reais superiores à presunção
- Não exige apuração detalhada dos lucros mensais
Lucro Real
O Lucro Real é obrigatório para empresas com faturamento anual acima de R$ 78 milhões ou para aquelas que exerçam atividades específicas, como instituições financeiras. Aqui, os tributos são calculados com base no lucro líquido efetivamente apurado, após ajustes previstos por lei.
Esse regime exige uma contabilidade mais rigorosa e detalhada, pois qualquer erro pode gerar penalidades.
Vantagens:
- Mais justo para empresas com lucros baixos ou prejuízo
- Possibilidade de compensar prejuízos fiscais
- Indicado para empresas com alta margem de custo ou lucro variável
Confira nossos conteúdos específicos para saber mais sobre cada tipo de regime tributário:
- Lucro real e lucro presumido: qual é o melhor para o seu negócio?
- Consulta optante do Simples Nacional: O que você precisa saber
6. Elaboração do Contrato Social
Com todos os pontos em mente, chegou a hora de inseri-los Contrato Social, que é justamente o documento que vai definir e descrever os principais pontos do seu negócio, como:
- Nome da empresa e endereço;
Objeto social (atividades exercidas); - Capital social e forma de integralização;
Nome dos sócios e percentual de participação; - Responsabilidades e funções de cada um.
Esse contrato funciona como a "certidão de nascimento" da empresa e, na maioria dos casos, é elaborado com apoio de um contador.
7. Registro na Junta Comercial
Com o Contrato Social pronto, você poderá finalmente formalizar sua empresa realizando o registro dela na Junta Comercial do seu estado.
É lá que você obterá o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas), registro essencial que formaliza legalmente a existência do negócio.
O registro na Junta é crucial, pois concede personalidade jurídica à empresa e estabelece uma separação clara entre negócios e patrimônio pessoal dos sócios.
- Uma exceção importante é o MEI, cujo processo é simplificado e ocorre diretamente pelo Portal do Empreendedor.
Porém, é importante estar ciente de que os procedimentos e documentos necessários podem variar conforme o estado e o município, devido às regulamentações locais e às especificidades de cada atividade comercial.
Os documentos normalmente exigidos são:
- RG e CPF dos sócios ou titular;
- Comprovante de endereço residencial;
Certidão de casamento (se aplicável); - Documento do imóvel (IPTU ou inscrição imobiliária);
- Formulário de viabilidade (alguns estados exigem);
- Contrato social ou Requerimento de Empresário.
Importante: Se a sua atividade for regulamentada, será necessário também apresentar registro no respectivo órgão de classe (como OAB, CREA, CRM etc.).
Com tudo em mãos, o contrato é registrado na Junta Comercial (ou Cartório, no caso de algumas sociedades civis), e o CNPJ é emitido logo em seguida — geralmente em até 1 ou 2 dias úteis.
7. Obtenha os alvarás e licenças necessários
Alvarás e licenças são autorizações emitidas por órgãos municipais, estaduais ou federais permitindo que sua empresa opere em determinado local e realize atividades específicas legalmente.
Essas permissões são essenciais, pois comprovam que seu negócio respeita normas básicas de segurança, saúde pública, zoneamento e meio ambiente.
Operar sem elas é ilegal e traz sérias consequências, como multas ou mesmo o fechamento do estabelecimento.
Alguns exemplos comuns dessas exigências são:
- Alvará de Funcionamento: emitido pela prefeitura local, essencial para praticamente todas as empresas.
- Licença Sanitária: obrigatória para segmentos ligados à saúde, alimentação e cuidados pessoais, emitida pela Vigilância Sanitária.
- Licença Ambiental: necessária para atividades com potencial impacto ambiental, concedida por órgãos específicos.
- AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros): Exige inspeção para garantir que o local está seguro contra riscos de incêndio.
Dica: Em algumas cidades, o alvará é emitido de forma provisória e automática, permitindo o início das atividades enquanto a vistoria é agendada.
Cada autorização exige processos próprios: preenchimento de formulários, apresentação de documentos do imóvel e da empresa, pagamento de taxas e, frequentemente, inspeções presenciais.
Esses procedimentos geram custos adicionais que precisam ser calculados nos custos para abrir empresa.
Verifique diretamente na prefeitura e consulte seu contador para descobrir exatamente quais alvarás são obrigatórios para sua atividade e localização.
8. Obtenha as inscrições necessárias: Estadual, Municipal e demais licenças
Além do CNPJ e do alvará, sua empresa pode precisar de outras inscrições específicas, dependendo da atividade exercida.
- Inscrição Estadual: obrigatória para empresas que comercializam produtos, fabricam ou atuam na indústria. É registrada na Secretaria da Fazenda Estadual e permite a emissão de nota fiscal de produtos.
- Inscrição Municipal: necessária para prestadores de serviços, como escritórios, consultorias, clínicas, entre outros. É registrada na prefeitura e autoriza a emissão de nota fiscal de serviços.
Para obter essas inscrições:
- Reúna documentos como CNPJ, contrato social e alvará.
- Preencha os formulários exigidos pelo órgão responsável (municipal ou estadual).
- Aguarde o deferimento e o número de inscrição.
Além dessas inscrições, empresas de setores específicos podem precisar de licenças sanitárias, ambientais ou autorizações especiais (ex: bares, farmácias, clínicas).
Abrir uma empresa é um processo desafiador, mas extremamente gratificante.
Seguindo estes passos você estará bem preparado para iniciar sua jornada empreendedora.
Para informações detalhadas sobre como obter um CNPJ, consulte nosso artigo sobre como abrir um CNPJ.
Dicas para abrir uma empresa
Após conhecer o passo a passo, as opções jurídicas, documentos e custos envolvidos, é importante agir proativamente para evitar erros que comprometam seu negócio logo no início.

1. Valide sua ideia antes de iniciar
Nem toda boa ideia vira um bom negócio — e é por isso que validar antes de investir é essencial.
Aqui está como fazer isso de forma prática:
- Defina seu público-alvo: pense em idade, localização, poder de compra, comportamentos e necessidades. Ferramentas como Google Forms e entrevistas informais já ajudam muito.
- Converse com pessoas reais: apresente sua proposta de produto ou serviço e pergunte se de fato comprariam. Observe reações sinceras e escute as objeções.
- Identifique a dor e a solução: qual problema real sua empresa resolve? E como você entrega valor de forma diferente dos concorrentes?
- Mapeie o mercado: use pesquisas online, dados do IBGE, Sebrae, ou mesmo redes sociais para entender se há espaço para o seu negócio crescer.
2. Revise seu plano de negócios
Um plano de negócios não precisa ser um documento complexo — mas precisa ser realista, bem estruturado e servir como guia de decisão para os primeiros meses (e anos) da empresa.
Ao revisá-lo:
- Defina com clareza o que você vende e para quem: descreva seu produto ou serviço, identifique o perfil ideal do cliente e explique por que ele escolheria sua solução em vez de outras no mercado.
- Mapeie todos os custos para começar: inclua taxas de abertura, compra de equipamentos, reforma do ponto comercial, criação de site, ações de divulgação e capital de giro para manter o negócio por pelo menos 3 a 6 meses.
- Calcule o ponto de equilíbrio: simule quantas vendas você precisaria fazer por mês para cobrir as despesas fixas e variáveis, em outras palavras, para obter lucro.
- Crie cenários diferentes: pense em uma versão otimista (caso as vendas superem o esperado), uma realista e uma conservadora (com vendas abaixo do previsto). Isso ajuda a se preparar para oscilações naturais do mercado.
- Inclua um plano de ação para os primeiros 90 dias: como você vai atrair os primeiros clientes? Que canais vai usar para divulgar sua marca? Qual será seu diferencial nos atendimentos, entregas ou preços?
Lembre-se: o plano de negócios é uma ferramenta que evita decisões no escuro e ajuda você a entender se sua ideia é viável antes de comprometer seu dinheiro.
3. Analise a concorrência
Saber quem são seus concorrentes — diretos e indiretos — ajuda a encontrar lacunas e se posicionar melhor.
Para isso:
- Pesquise online e fisicamente: observe preços, qualidade, atendimento e reputação.
- Simule o cliente: compre ou peça orçamento como se fosse um consumidor comum.
- Liste forças e fraquezas de cada concorrente e identifique o que você pode fazer melhor ou diferente.
4. Calcule seus custos iniciais e a médio prazo
É comum que o empreendedor calcule apenas o custo para abrir a empresa — mas não planeje o que virá nos próximos meses.
Confira um checklist de dos valores para pesquisar antes de abrir a sua empresa:
- Custos de abertura: taxas públicas, alvará, contador, certificado digital.
- Capital de giro: valor necessário para manter a empresa funcionando por, pelo menos, 3 a 6 meses sem depender de lucros imediatos.
- Despesas recorrentes: como aluguel, ferramentas digitais, marketing, tributos, salários (se for o caso), e contabilidade.
5. Separe as finanças pessoais das da empresa
Misturar o dinheiro do negócio com despesas pessoais é um dos erros mais comuns — e mais prejudiciais — entre quem está começando a empreender.
Sem esse controle, fica impossível saber se a empresa está dando lucro, calcular impostos corretamente ou até mesmo se preparar para crescer.
Veja como fazer isso da maneira certa desde o início:
- Registre todas as entradas e saídas: use planilhas de fluxo de caixa gratuitas para acompanhar o saldo da empresa em tempo real. Com ela, você visualiza receitas, despesas, datas de pagamento e consegue tomar decisões mais conscientes.
- Defina um pró-labore para você: mesmo que pequeno no início, estipule um valor fixo mensal para retiradas pessoais. Nunca use o caixa da empresa como extensão da sua carteira.
- Planeje a distribuição de lucros: se a empresa tiver bons resultados, retire os lucros no momento certo e de forma planejada — sempre com base no caixa disponível, e não por impulso.
- Abra uma conta bancária PJ separada da sua conta pessoal: a conta PJ da InfinitePay é gratuita, 100% digital e já vem integrada com ferramentas de gestão, como emissão de boletos ilimitados, Pix taxa 0% e relatórios completos. Isso ajuda a manter o caixa da empresa organizado sem custos adicionais.
Ao separar as finanças corretamente, você evita confusões fiscais, garante mais controle do negócio e se prepara melhor para crescer com segurança.
6. Saiba onde quer chegar
Muitos negócios quebram não por falta de esforço, mas por falta de direção. Para facilitar você deve definir metas e objetivos corretamente:
- Defina objetivos de longo prazo: pense no que você quer alcançar com sua empresa nos próximos anos. Pode ser ter uma loja física, dobrar o faturamento, viver exclusivamente do negócio ou se tornar referência no seu nicho.
- Transforme objetivos em metas mensuráveis: as metas são os degraus que te levam até o objetivo. Por exemplo: se seu objetivo é faturar R$ 120 mil no ano, uma meta pode ser atingir R$ 10 mil por mês. Use métricas concretas — valores, prazos, quantidade de clientes ou de produtos vendidos.
- Use ferramentas visuais para acompanhar seu progresso: planilhas, dashboards ou mesmo quadros físicos ajudam a manter suas metas visíveis e acompanhadas. Isso gera motivação e permite ajustes antes que problemas fiquem grandes demais.
- Revise periodicamente e ajuste o plano: sua realidade vai mudar com o tempo, e suas metas também devem mudar. Separe um momento no mês ou trimestre para analisar o que deu certo, o que precisa melhorar e quais metas precisam ser redefinidas.
Metas não servem para te pressionar — servem para te direcionar.
Ao trabalhar com objetivos claros, você aumenta sua produtividade, toma decisões mais conscientes e consegue crescer com consistência, mesmo em um mercado desafiador.
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